Gestores, profissionais e empresas do Setor Saúde debatem gestão, inovação, transformação e evolução na assistência hospitalar

“A realização da 12ª Convenção Brasileira de Hospitais 

simbolizou o resgate histórico de um dos eventos mais
importantes do Setor Saúde no País que, durante as
décadas de 70 e 80, marcou os debates e a construção
de novos modelos para gestão e qualificação da
assistência hospitalar”

Entre os dias 3 e 4 de julho de 2018, Goiânia recebeu a 12ª Convenção Brasileira de Hospitais. Como já era esperado, o evento foi um marco para região Centro-oeste do país. Em dois dias de encontro, os principais nomes do setor saúde do Brasil se encontraram para discutir sobre gestão, inovação, transformação e evolução hospitalar.

 

O evento foi uma oportunidade ímpar para que esses atores trocassem experiências, atualizassem e compartilhassem conhecimentos, firmassem importantes parcerias. Para apresentar um formato inovador e diferenciado, e com o propósito em oferecer o melhor para os hospitais do país, durante a 12 CBH foi firmada uma parceria com a UBM, empresa líder global em mídia de negócios e uma das maiores organizadoras de feiras no mundo, responsável pela organização da Hospitalar Feira e Fórum, principal evento da cadeia da saúde das Américas.

“O resgate deste evento tão importante também teve como objetivo aproximar mais as associações estaduais e, com isso, fortalecer o setor hospitalar no Brasil. Nossa luta tem sido para ampliar a nossa representatividade em todo País”, disse o presidente da Federação Brasileira dos Hospitais (FBH), Luiz Aramicy Pinto.

 

 

Histórico

Antes mesmo da elaboração da Constituição de 1988, que, entre outras coisas, estabeleceu a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), as Convenções Hospitalares já assumiam um papel primordial na discussão sobre a qualificação da gestão e da assistência prestada pelos estabelecimentos de Saúde no Brasil.

 

A primeira Convenção foi realizada em 1969, no estado de São Paulo/SP, e registraria a participação de nomes importantes da Medicina no País. No ano seguinte, em 1970, aconteceu a 2ª Convenção, em Belo Horizonte/MG, considerada um dos marcos daquele ano.

A Convenção Hospitalar de Belo Horizonte foi realizada conjuntamente com a VII Jornada de Administração Hospitalar e trouxe para o evento, pela primeira vez, a exposição de Equipamentos Médicos Hospitalares. O evento contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde, do Instituto Nacional de Previdência Social, além de técnicos do Ministério da Fazenda, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e do Banco do Brasil.

Naquele momento, as gestões hospitalares já demonstravam preocupações com temas importantes que estavam diretamente ligados à condução política do País. Um desses temas tratados durante a 2ª Convenção diz respeito à proposta de criação de fundos de financiamento e incentivos fiscais para os hospitais. As entidades já consideravam necessária a criação de um fundo para os hospitais, a longo prazo, e com juros baixos, semelhante aos concedidos à época às indústrias.

Os encontros seguintes, a exemplo da 4ª Convenção Hospitalar, realizada em 1973, em Porto Alegre (RS), e a 7ª Convenção, promovida na cidade de João Pessoa (PB), em 1977, seriam ainda marcados por debates de pautas importantes, a exemplo da Previdência Social e os hospitais, e a evolução da indústria de Equipamentos médico-hospitalares.

 

Na medida em que se consolidava como a principal agenda do Setor Saúde no País, a Convenção Brasileira de Hospitais foi exigindo, cada vez mais, a participação de importantes nomes da Medicina no País e palestrantes reconhecidos internacionalmente. A 8ª Convenção, realizada no Rio de Janeiro, em 1980, foi um exemplo de como o evento se fortaleceu.

“Foi uma Convenção que se destacou pela forma criteriosa como foi promovida. Lembro que foram realizadas palestras de participantes internacionais, com tradução simultânea, com uma participação muito marcante das associações hospitalares de diversas partes do país”, recorda Luiz Aramicy Pinto.

Cinco anos depois, o encontro realizado em Fortaleza (CE), em 1985, voltaria a mobilizar o setor hospitalar no Brasil. A 10ª Convenção Brasileira de Hospitais contou com a palestra de abertura do então ministro da Previdência Social, Valdir Pires, além da presença do então governador do Ceará, Adauto Bezerra.

“Esse encontro foi um marco para o ano de 1985 no País. O alcance obtido por aquela Convenção foi demonstrado na participação expressiva de todas as Associações Hospitalares do Brasil. Além disso, foi realizada uma das maiores feiras expositivas de produtos hospitalares na época, que movimentou bastante a economia local”, destaca Luiz Aramicy, que à época já presidia a Associação de Hospitais do Estado do Ceará

As décadas seguintes registrariam um hiato de 31 anos na realização das convenções. De acordo com o presidente da FBH, foi um período marcado, entre outras coisas, por um processo muito intenso de regionalização dos encontros, sempre pautados na oferta de cursos específicos e na realização de feiras expositivas, cada vez mais robustas e competitivas. “Foi um período também marcado pela abertura política do País. Os debates em todas as esferas políticas estavam centrados na construção da Constituição Cidadã, de 1988”, contextualiza o presidente da FBH. Ele também recorda que a criação do SUS, naquele mesmo ano, proporcionaria uma inquietação muito grande no setor hospitalar.

A 11ª Convenção Hospitalar, realizada em 2016, em Curitiba (PR), retomaria a agenda de encontros e de pautas importantes do setor no País. O evento contou com uma participação expressiva de congressistas e palestrantes e assinalou a necessidade de ser promovido com maior frequência.

“Então, a nossa expectativa, foi que a 12ª Convenção Brasileira de Hospitais resgatasse a importância e a mobilização em torno deste evento que nos remete aos primórdios da própria Federação Brasileira de Hospitais. Que ela proporcionasse maior integração entre as diferentes associações, para que juntos lutemos por uma política mais qualificada de atenção hospitalar no nosso País”, conclui Luiz Aramicy Pinto.  

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